sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

VINIL vs CD

Esta discussão é bastante comum não só entre os DJs, mas também entre amantes de Home-theater, audiófilos, engenheiros de som, etc.
E embora cada um possa ter milhares de argumentos, não há uma resposta definitiva para isso. Afinal, o resultado de uma masterização (seja em vinil ou CD) pode agradar uns e não agradar outros.
Basta lembrar que nem todas pessoas escutam igual. Pois até o formato da orelha de cada pessoa muda completamente a forma como esta pessoa ouvirá certos sons ou frequências.
Além disso o equipamento utilizado para comparar gravações digitais e analógicas têm que ser altamente fiéis para que o resultado da avaliação seja realmente justo. Afinal, uma agulha LeSon jamais dará o mesmo som de uma agulha Stanton. Da mesma forma que um CD-Player popular Philips jamas dará o mesmo som de um CD-player Denon. Porque embora o processo de decodificação seja o mesmo, a qualidade dos componentes eletrônicos de conversão e saída irão influir diretamente no resultado final.
Mesmo quando comparamos um mesmo disco nas versões vinil e CD, devemos levar em consideração a época em que foram feitos. Um vinil original dos Beatles dos anos 60 tem um som completamente difierente de um vinil dos Beatles lançado recentemente e que ainda se encontram à venda em lojas como a Livraria Cultura, por exemplo.
O motivo disto é que os processos e equipamentos de masterização utilizados na prensagem dos vinis naquela época são diferentes dos utilizados hoje.
Notem que falei "diferente". Não falei melhor, nem pior.
Muitos fazem comparações de CDs e LPs lançados em épocas completamente diferentes.
De fato, grande parte das versões em CD de discos antigos que foram lançados anos depois são muito mais pobres sonoramente do que as versões de 12 polegadas.
Nestes casos os CDs foram masterizados de forma desleixada por engenheiros que estavam mais preocupados com a enorme quantidade de outros títulos que ainda tinham pela frente para lançar do que com a qualidade e fidelidade desses produtos.
A verdade é que o CD possui uma faixa dinâmica muito maior que a dos LPs. Ou seja, consegue reproduzir timbres de graves e agudos que não poderiam ser reproduzidos pelos LPs. Além disso, o vinil sempre apresentará ruídos que não fazem parte da música. Afinal a agulha estará sempre "raspando" no vinil (mesmo que esteja se utilizando agulhas adequadas em equipamentos devidamente calibrados) inclusive naqueles momentos em que deveria haver um "silêncio" na música. Basta aumentar o som para perceber.
A sensação de que o vinil tem mais "grave" do que o CD pode ser devido à resonância do ambiente. Porque mesmo que o toca-discos esteja devidamente colocado numa pedra de mármore ou granito, ou num local "à prova de vibrações" o próprio som do ambiente irá reverberar na cápsula e o grave irá ter um ganho pois além daquilo que está "gravado" no disco, a cápsula reproduzirá a resonância do ambiente. Outra explicação é o caso da masterização desleixada que citei anteriormente.
Mas como eu disse antes, alguns podem achar que o som do vinil é mais agradável.
Aí já é opinião. Fidelidade é outra coisa.

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